Ao “mundo do marketing”
Prezado Thiago.
Concordo quando diz que a insatisfação se torna cada vez mais visível em atendimentos call center’s.
Mas por que será que as empresas não se importam com a qualidade funcional, para que sua base de informações seja única e coerente?
Desfazer dos profissionais somente não basta. É preciso também analisar qual tipo de investimento que as organizações atuantes nesse mercado realizam para estimular o seu escopo funcional. Quais iniciativas de endomarketing? Quais estímulos e prospectos de crescimento são fornecidos para os mesmos? Com qual transparência e reconhecimento os resultados positivos dos mesmos são valorizados?
Dessa forma, sem nenhum tipo de valorização para essa categoria, fica fácil; indicar o erro para o representante é o que a maioria destas prestadoras de serviços de call center’s faz; aponta o Representante como o “vilão”, tornando seu turnover cada vez mais freqüente.
E o serviço da própria, que realmente não condiz com o que foi prometido ao cliente? Será que isso também não se torna um ofensor? Será que URA’s mal elaboradas e sem suporte também não influencia para a insatisfação? Será que a falta de flexibilidade e profissionalismo dos seus ditos “gestores”, também não conta?
Preocupo-me muito com esses aspectos que não visados pela mídia caro thiago.
É de grande valia lembrar para eles, que eles também possuem clientes internos! E esses são, em seu organograma, aqueles que podem fazer a diferença. Mas para isso, precisam de respaldo, que a empresa (produto) cumpra com o que realmente foi colocado nas mãos do consumidor final; que os incentivos, capacitação e estímulos sejam verdadeiros, e não fachadas para mecanismos de “mídia pré-determinada”, “pré-acordada”.
Parabéns pelo seu artigo. Acompanho sempre o mundo do marketing e aprecio os valores e trabalho de vocês.
Atenciosamente,
André Azevedo.